segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um bolo de citrus e um café amargo


Não importa o momento nem a situação, se for dia de sol nós amamos e se for de chuva nos molhamos, andamos sem pensar em voltar pra dizer o que aconteceu quem quiser saber nos acompanhe, corra, se desprenda do comodismo, vagar por aqui ou por ali nos define por completo, nos aprimoramos na fugacidade da cidade ou da rua com o destino não dado por certo, e quem disse ser o destino o que desejamos saber?
Queremos ter controle apenas daquilo que nos permite ter, queremos saber a hora de partir ou a hora de aplaudir.Não preciso controlar o mundo apenas sobre os meus atos e minhas lágrimas, eu quero saber ironizar melhor porque isso é preciso.
Procuramos apenas a declaração do sorriso matinal.
Hoje, sento à beira da mesa frente a um bolo de citrus e um café amargo com cheiro de sensação boa, de que quero pertencer inteiramente a este momento que demonstro através do meu sorrizo amarelo.




E o que virá dirá que só ao seu lado, seu telhado, me faz feliz de novo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um desenho animado

Em uma plena segunda-feira de feriado que apresentava um sol estridente de seus quase 38ºC, resolvi por buscar no meu livro um refúgio, que talvez pudesse fazer com que as horas não corressem mas voassem e me fizesse deparar com a noite, que provavelmente seria mais gentil e mais agradável.

Foi então, que sentada na sacada do quarto dos meus pais- que definitivamente passou a ser o meu mais novo esconderijo para leitura -vi as pessoas caminhando por entre as calçadas, outras pedalando suas bicicletas ou movendo seus carros cada qual como se obtivessem um objetivo de destino dado por certo, que sabiam para onde estavam indo e eu ali passei a observa-las.
Minutos depois me deparei com o vizinho da casa à frente, um tipo para a maioria esquisito, de seus mais ou menos 27 anos, que mora sozinho, quase não fica em casa e escreve palavras estranhas nas paredes da casa; que para os pensamentos mais afortunados de criatividade como os do meu pai são de origem nazista. Já no meu ponto de vista ele não passa simplesmente de um cara que não demonstra interesse em fazer amizade com os vizinhos-e que de fato isso temos em comum-e promove festas um tanto quanto agitadas com alguns escândalos à parte.

O fato é que ele estava sentado na sua poltrona cor amarelo "nojo" posta na varanda em frente a porta da sala assistindo nada mais nada menos que woodpecker, mais conhecido no Brasil como o famoso desenho animado Pica Pau. Isso não seria nada estranho, mais por alguns instantes me vez remeter ao meu passado, não muito distante, diga-se de passagem, e me lembrei das inúmeras vezes em que ficava desesperada para chegar logo em casa depois da escola, ou ainda às vezes que madrugava para assistir. Os pensamentos daqueles tempos eram que para sempre eu assistiria desenhos animados, que sempre pularia na rua com as outras crianças de pés descalços, que para roubar um bom sorriso me bastava dar um sorvete de chocolate com muita calda. E quando eu vi o sujeito assistindo desenho animado me lembrei de todas essas juras que se tornaram vãns, porque na verdade não era o sorvete ou as brincadeiras que eu prometia, mas sim a alegria, ou uma criança guardada dentro da minha barriga, do estômago, do coração, por toda a parte do interior mulher, era o sorriso fácil, o aperto de mão sincero e de se deixar ser conquistada por qualquer brinquedo novo que ao passar dos tempos se tornaram as pessoas, sim, um brinquedo novo que deveria ser zelado com muito amor. E foram todas as murmuras que usurparam boa parte do sentimento bom que fui deixando para trás, mas que ainda reconheço possuir nem que seje uma pouca parte.

O desfecho de tudo foi que me deparei olhando fixamente para o probre vizinho (sabe-se lá a quanto tempo) que me apresentava um sorriso um tanto confuso mas simpático, e naquele desespero todo correspondi o sorriso com um tchauzinho e o coração quase saltando pela boca de nervoso misturado a vergonha e pensando ser aquilo tudo de uma idiotice tremenda. Agora o pobre coitado deve estar se perguntando qual era o fundamento daquela cena toda, espero que ele não se deixe levar por pensamentos tolos.



Ps: Que fique claro que não sou dessas vizinhas futriqueiras que adoram perder boa parte da vida cuidando da vida alheia.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Desconhecidos mais que conhecidos

Antes de mais nada, já aviso que não esperem um Grã-finale do meu texto, pois nele quero apenas relatar coisas pessoais. Então intendo se pararem no meio do caminho e desistirem de termina-lo achando que isso tudo não passa de mais um blá, blá, blá cotidiano, talvés seja realmente isso que no fim se tornará para muitos.

Acho que o sentido do barco está realmente mudando, e de fato isso é ótimo. Voltei a sorrir por bobeiras que complementa a vida, coisa que não fazia a um bom tempo. De imediato são as pessoas novas que começam a entrar na história, elas me trazem uma perspectiva maior sobre uma alegria que eu já havia jogado dentro de um baú de lembranças antigas. O interessante é que não foi necessário que eu corresse atrás delas, elas surgem constantemente e naturalmente.
Antes era necessário se esforçar para ser boa, fingir ser legalzinha pra despertar interessante nas pessoas que me cercavam. Agora, não é mais interessante ser legalzinha e adquirir uma lista de mais de 200 conhecidos que se encantam por uma beleza plastificada. O importante é achar 4 pessoas como as de hoje que me fazem rir com uma dança engraçada, que fazem do trabalho uma diverção em alta escala, que jogue conversa fora e me faça perceber que não sou mais peixe fora d'agua, que cante uma música brega para demonstrar afeto, que troque experiências, que me conte um poema de cavalos que logo após tanto rir me dê dor na mandíbula, que conte uma piada engraçada -ou não- hoje, pois a do dia seguinte já está programada. É ótimo o que eu voltei a sentir ao lado desses
"estranhos" (no sentido de não me conhecerem) que parecem me conhecer melhor que os que estão dentro da minha vida desde muito tempo e não se comprometem nem um pouco em permanecer ao meu lado. E quem são realmente "estranhos" já não sei explicar.
Sei que o que pretendo fazer é cultivar essa sensação boa que
presencio ao lado de desconhecidos mais que conhecidos .



"Os contos de Fadas são assim.
Uma manhã, a gente acorda
E diz: 'Era só um conto de fadas...'
E a gente sorri de si mesma.
Mas, no fundo, não estamos sorrindo.
Sabemos muito bem que os contos de fadas
são as únicas verdades da vida"

O amor do Pequeno Príncipe
Cartas a uma desconhecida

sábado, 24 de outubro de 2009

Rascunho passado de idéias

Hoje me deparei com uma vontade imensa de desfazer-me desse blog, de todos os posts já publicados, vontade de começar de novo como todo dia começo a viver, sempre com as minhas singelas ou inusitadas mudanças. Mas então, analisando os fatos, pensei comigo: Com base em que um dia poderei observar o que eu fiz, como evolui ou regredi (nunca se sabe). A memória na maioria das vezes é fraca e o que não vemos são os detalhes imperceptíveis, notados apenas nos instantes em que estamos dispostos a vivenciá-los. Não posso reclamar de toda essa situação de não lembrar, isso vem do ser humano, sempre seremos assim, seres egocêntricos e metidos a constar na memória apenas o suficiente para a semana, um mês ou quem sabe alguns poucos anos. Então, fiz uma analogia entre o blog e a vida; não pude deixar de lembrar que não posso simplesmente acordar e começar do zero, deixando pra trás exatamente tudo o que já vivi mesmo às vezes querendo esquecer certos acontecidos e pessoas, mas isso só se deteriora durante algum tempo. Decidi por deixar o meu rascunho passado de idéias aqui na forma que está, guardado para que algum dia-assim espero- poder sentir um pouco de orgulho de expressar constantemente minhas idéias, vagas que sejam mas sempre honestas comigo mesma.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Paixão pelo desconhecido.

Hipocrisia pronunciar a realidade como sonho de fadas. Se insinuar proclamando os fatos presenciados, trás a irrevogável consequência de falar com obscuridade, de forma metódica que não explica nada o labirinto a que vivemos. Que não grite do alto da colina a estúpida garganta do coração que se esbanja na felicidade, pois logo ao lado encontrará um ouvido maldoso pertencente ao coração amargurado capaz de despojar toda sua inveja.
A única coisa comparável entre o amor e o ódio é que devem ser aplicados gota a gota, sendo assim imperceptíveis suas presenças não produzindo rastros ou pegadas, mas sombras que se refletem e seguem a alma sem deixar vestígios aos que ficam; como um sussurro do vento. É quando há silêncio que se escuta a paixão do desconhecido.

sábado, 3 de outubro de 2009

O que reflete minha imagem.



Reforço o esforço de continuar lutando pelos ideais da vida. Hoje descubro que meu propósito pode ser de conquistar a fidelidade, confiança e admiração das pessoas, não para se regozijar disso, mas para trazer um conforto e confiança a mim mesma.
Trago comigo um pedaço de cada estado que já presenciei e fui. Trago essências de Alfazemas; Canelas e Iris. Flagelos do tempo de todos os dias, pois cada dia é uma nova vida que habita no meu coração, uma força superior a que um dia fui.
Minha vida está dividida nas pessoas que por ela passaram que levaram um pouquinho do meu ser; a amiga que está no Japão, o amigo de Londres, a que mora em Lisboa, o que se mudou a pouquíssimo tempo pra Suíça, a do bairro ao lado o meu, a da rua de trás, a que mora do outro lado da cidade, os de São Paulo, ou de outras muitas cidades do país. Hoje sou um pouco de todos os cantos do mundo, sou fragmentada pelo o que essas vidas representam e reproduzem em mim.
Sou um pouco da Ana, da Michelly, da Érika, da Taína, da Bia, da Léinha, da Mariana e da Mariane, da Jade, da Bruna, da Luana, da Grazy, da Tatá, da Gabi, da Thaís, da Núbia, da Priscilla, da outra Pri, da minha chara Evellyn ; sou uma parte do Junior, do Edilson, do Andrey, do Pedro, do Thiago, até mesmo do João Vitor, do Leandro, ah o Leandro sim, ele é também uma parte da minha história, do Abraão, do Felipe, do Wesley, dos Rodrigos, do Vítor, do Alex, do Marcos, do Douglas e de tantos outros nomes, de tantas outras vidas que passaram a ser a minha.
Portanto, conforme eles respiram eu vivo e a eles dou todo o mérito da minha alegria, das lágrimas de saudade, dos sorrisos que me proporcionam com as mais simples coisas, como um lanche de lanchonete em uma sexta a noite, ou a ida ao supermercado para comprar brigadeiro enlatado, uma sinuca em um sábado de madrugada, uma festa a fantasia, uma ida ao cinema, ou ir à uma festa escondidos com uma desculpa bem esfarrapada, uma conversa cabeça, um abraço, por qualquer coisa sem justificativa alguma.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Inovando geral, cansei dos textos críticos e sensacionalistas. To partindo agora pra nova página da vida, levado tudo o que é meu para a lida com a cara da inovação.
Começarei assim, por redigir sobre as decisões que ando tomando.
Esse história de juventude anda mesma complicada, estar no meio termo não parecia ser tão difícil como me anda sendo. Decisões, compromissos, vida sentimental, vida profissional, hormônios, sonhos, indecisões, independência, ou melhor a falta de independênica, mudanças, informações e afins de coisas que surgem em um espaço de tempo tão pequeno para uma mente ainda menor.
Não querendo menorizar a minha capacidade de pensar e lutar para conseguir as respostas das frenéticas perguntas que surgem de minuto à minuto, mais sim a fragilidade que elas me empregam. Provar sobre o que fazer com o futuro que parece estar logo ali e que será para o resto da vida é concerteza um dos meus grandes dilemas com um gostinho meio amargo, porque simplesmente à cinco meses atrás eu tinha certeza, absoluta, sobre: o curso da faculdade, a decisão de continuar morando com meus pais durante esse período e que me dedicaria inteiramente à medicina.
But things have changed, and how they changed! A menos de três meses mudei praticamente todas as futuras escolhas, me apaixonei pelo jornalismo, criei coragem de enfrentar a idéia que para um crescimento maior e maturo a melhor escolha seria cursar a faculdade em outra cidade, trazendo consigo esta decisão vem também a de eventualmente morar sozinha, longe da família.
Quando digo que ainda falta um ano para o fim do colegial, me dizem que estou sofrendo por antecedencia, mas com a velocidade com que me acontecem as coisas bastará que eu feche os olhos e pronto terei realmente que lidar com essa situação em preto e branco.
E as coisas não param por ai, hoje acordei me questionado quanto ao meu objetivo aqui na Terra.
Qual seria a minha participação direta? Cheguei então a conclusão de que ainda não me descobri, que talvés falte pouco ou também uma eternidade, não ando tendo muita noção do tempo quanto as coisas que se passam durante um dia, só as percebo depois de vários dias. Ninguém me disse que viver seria fácil, muito menos me deram um manual de primeiros-socorros contra o disparate de dilemas. Portanto começarei a observaras informações que absorvo e as formas que as coisas tomam.


minhas histórias continuam.
Obrigada!